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quarta-feira, 6 de julho de 2011

A curta história deles

Ele foi. Desapareceu.
Muito tempo depois voltou. Volta na esperança de reviver o passado por tem saudades do conforto desse passado...
Ela ficou. Viveu.
Quando ele lhe bateu à porta de sorriso nas mãos Ela voltou a fechar a porta.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O desejo e Eles

Ela quer despi-lo à bruta.
Ele beija-lhe o pescoço e os ombros. Empurra-a contra a parede enquanto ela lhe arranha as costas.
Ela desaperta-lhe as calças. Enrola as pernas à cintura dele.
Ele agarra-a pelo rabo e encosta-a à parede.
Ela beija-o enquanto lhe puxa o cabelo pela nuca.
Ele beija-a de volta. Despe-lhe a camisola. Atira-a para a cama.
Ela senta-se na cama, com a cabeça ao nível da cintura dele. Baixa-lhe as calças e os boxers.
Um compasso de espera. Os ponteiros do relógio que só o silencio ouve.
Ele olha-a.
Ela olha-o.
Ele beija-a.
Ela beija-o.
Ele atira-a para trás. Despe-lhe o que resta. Vira-a de costas. Beija-a. Do pescoço até ao fim das costas.
Ela aperta o lençol na mão esquerda e sente com prazer cada beijo dele. Anseia por mais.
Ele vira-a de novo e deita-se ao lado dela. Beija-a novamente. Os lábios. O pescoço. Os ombros. Os braços. Os lábios novamente.
Ela senta-se em cima dele. Beija-lhe os lábios. O pescoço. Mordisca-lhe as orelhas.
Ambos sentem a pele um do outro. Quente.
Ele agarra-a e roda-a. Fica Ele por cima. Continua-a a beijá-la. Roçam os corpos um no outro.
Ela geme. Não consegue suster a respiração. Ele ouve-a baixinho, ao ouvido. Ela crava as unhas nas costas dele.
Ele beija-a devagar. Os lábios, as mamas. Ele agarra as mãos dela. Volta a beijar-lhe os lábios. O pescoço. Sussurra palavras de prazer.
Ela olha-o nos olhos. Segura-o entre as suas pernas. Aperta-lhe as mão. Ela quere-o ali e agora. Beija-o.
Ele deixa-se levar. Por ela e pelo calor do momento.
Beijam-se. As respirações confundem-se. Estão ofegantes. As línguas confundem-se. E invadem-se.
Ele beija-lhe novamente o pescoço.
Ela sente a língua dele. Geme novamente.
Ela solta-se dele. Empurra-o.
Ele olha-a com surpresa. Só ouve o compasso do seu coração. Tem desejo nos olhos.
Ela fica por cima agora. Beija-lhe o pescoço, o peito e vai descendo. Teima em descer.
Afasta-lhe as pernas. Ajoelha-se no meio delas.
Ele segura-lhe os cabelos. Deixa-se levar. Novamente.
A língua dela e a boca aconchegam-no. Ela deixa-o marcar o ritmo.
Ele pede-lhe para não parar. Olha-a nos olhos e deixa que Ela marque o ritmo.
Depressa, devagar...Mais depressa...Devagar outra vez.
Ela pára.
Eles unem-se.
Ele dentro dela. Sentados.
Ela abraça-o enquanto o deixa marcar o ritmo com as suas mãos na cintura dela.
Ela geme.
Ele encosta-se ao peito dela. As respirações aceleram. O ritmo acelera. Entregam-se ao prazer.
Ela geme, crava-lhe as unhas no ombro. Ele não pára. Aumenta o ritmo. Agarra-a pela cintura. Beija-lhe os lábios.
Ela abraça-o até sentir que o tempo parou. Não ouve o relógio. A realidade parece não existir e Eles são um corpo de prazer, transpirado pelo momento que ambos viveram ali. O momento em que ambos se entregaram para se tornarem um só.
Beijam-se.
Ela sorri. Agora, dois corpos nus.
Ele responde ao sorriso dela. Ele está com ela naquele momento que foi real.
Abraçam-se. Ficam ali. Dois corpos nus.
O tempo vai trazer a realidade de volta. E eles ficam deitados a pensar no que aconteceu até adormecerem.














Obrigada a ti.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo

Deixaram para trás o passado mas não o esqueceram.
Estão juntos no meio de uma festa sem saber para onde vão, sem saber se vale a pena.
Dão as 12 badaladas e Eles beijam-se desinteressadamente.
Um novo ano começa...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Desconhecido

Ele e Ela preparam-se para o temido desconhecido...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eles

E Ele desacreditou-se dela...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

É tarde

É tarde. Ela dá voltas na cama. Não devia ter bebido aquele café, pensa. A cafeína, o vício ao qual não conseguia resistir. ajudava-a a regular os sonos regulados.
É tarde. E ela pensa na vida. No que mais se poderia pensar em horas tardias? Revê o passado e sabe que não vale a pena arrepender-se. O que está feito, feito está. Pensa no futuro. Não sabe como será ou o que a espera. Já não pensa com clareza.
Ao seu lado Ele dorme. Indiferente aos pensamentos dela.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cumplicidades

Ele chorou.
Ela sorriu e abraçou-o...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

À noite

Ela dorme serenamente. Ele acordou. Não consegue adormecer. Ele olha-a.
Ela é um furacão, uma tempestade, uma catástofre na vida dele. No entanto aquela calma enquanto Ela dorme traz-lhe tranquilidade. Ele não gosta de desafios fáceis e Ela é definitivamente difícil. Ele conquistou um dos muitos desafios que ainda estão para vir, afinal Ela dorme serenamente ao seu lado.
Talvez ela não seja uma catástrofe. É um caminho, uma solução. É talvez a metade que lhe faltava.
Ela volta-se para Ele, aconchega-se procura-o com o braço, suspira. Encontra-o e adormece profundamente.
Sim, ele sabe que é o porto de abrigo daquele pequeno furacão, conseguem equilibrar-se.
Sim, Ele tem a certeza de que separados não existiriam e de que juntos são um só.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Noite Fria

Eles cruzam-se em ruas desmedidas.
Noite fria mas corpos quentes.
Ele, solitário, está rodeado de desconhecidos. Ouve as conversas dos desconhecidos. Pensa nas conversas dos desconhecidos. Conversa de si para si sobre si. O êxtase dos sentidos confunde-lhe as palavras. Não consegue manter a conversa, que é apenas sua, de forma coerente. Como se os pensamentos se desfragmentassem e conseguisse pensar em tudo e em nada ao mesmo tempo. Ele fecha os olhos e eleva a cabeça ao céu, começa a sentir o frio na face.
Ela quer esquecer o mundo em que vive. Está com um grupo de amigos, que foram desconhecidos outrora. Agora são apenas parte dela. Na saciedade da sede que lhe provoca tonturas sorri desmesuradamente. Sorri e esquece o mundo em que vive. Vive o agora. Porque no agora não há mais do que aquele sorriso partilhado com pedaços dela mesma. A sede saciada. A tontura presente. Ela fecha os olhos e eleva a cabeça ao céu, começa a sentir o frio na face.
Os dois de costas voltadas, sentem o frio na face.
A noite está fria, os corpos quentes.
Eles não sabem mas estão juntos em ruas desmedidas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Traição

Ele sabe que o que faz é errado...
Um homem com muito amor para dar, a desculpa para ele mesmo...
Ele sabe que não pode continuar. Que vai acabar por magoá-las. Até porque sabe que a outra está a ficar apaixonada. Ele diz sempre que será a última vez.
Mas volta. Volta em busca de prazer. De um prazer proíbido. Do prazer pelo prazer.
Diz que será a última vez. Afinal tem a esposa à espera. A mulher que decidiu ficar ao seu lado sem pedir nada em troca. Ele não a quer magoar. Ele não quer magoá-las.
Volta para casa. Toma um duche. Abraça-a. Beija-a. O famoso beijo da traição, na forma de se desculpar.
Ela sabe que ele não pode continuar a procurá-la. Ela sabe que não pode continuar a procurá-lo. Há um sentimento estranho que sabe que é proibido sentir. Ela decide desaparecer da vida dele.
A esposa sabe das traições. De todas as traições. Ela sabe exactamente quando foi traída. Sabe o que significa aquele beijo. Ainda assim, deixa-se ficar porque afinal ele regressa sempre.