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sábado, 2 de abril de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O caminho
Porque é que Ele nunca encontra o caminho para casa?
Prefere perder-se em desvios e labirintos... Acha que o desconhecido tem encanto.
O pior é que o deconhecido fica desencantado quando passa a conhecido..
Mas porque não chega Ele ao fim...
O caminho torna-se longo e a espera vai matando lentamente a esperança...
Prefere perder-se em desvios e labirintos... Acha que o desconhecido tem encanto.
O pior é que o deconhecido fica desencantado quando passa a conhecido..
Mas porque não chega Ele ao fim...
O caminho torna-se longo e a espera vai matando lentamente a esperança...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
melancolia
Ele acha que há dias melancólicos que nem a felicidade do momento se consegue sobrepor a isso...
domingo, 25 de abril de 2010
Noite
Está escuro...
As luzes, milimetricamente espaçadas e de cor amarela, iluminam a estrada por onde Ele passa.
Uma luz, outra luz e outra luz...
Uma luz multiplicada por pequenas luzinhas trémulas e espaçadas mas que iluminam o caminho.
Sim, é de noite.
E Ele segue a estrada. Perdido na vida e orientado no caminho.
A sensação de insegurança, de não saber o amanhã, é tão trémula e ao mesmo tempo tão presente como as luzes milimetricamente espaçadas que lhe iluminam o caminho.
As luzes, milimetricamente espaçadas e de cor amarela, iluminam a estrada por onde Ele passa.
Uma luz, outra luz e outra luz...
Uma luz multiplicada por pequenas luzinhas trémulas e espaçadas mas que iluminam o caminho.
Sim, é de noite.
E Ele segue a estrada. Perdido na vida e orientado no caminho.
A sensação de insegurança, de não saber o amanhã, é tão trémula e ao mesmo tempo tão presente como as luzes milimetricamente espaçadas que lhe iluminam o caminho.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O sorriso dela
É de madrugada.
Ele não dorme. Não consegue. Pensa na vida, no passado. Nos pais. Nos amigos de escola. No trabalho. No sorriso dela.
É no sorriso dela que a sua memória fica presa. É o sorriso dela que lhe prolonga a insónia.
O sorriso dela reflectido nos olhos dele sem Ela o saber.
Ele já não se recorda do mundo à sua volta. Adormece com o sorriso dela no seu sorriso.
Ele não dorme. Não consegue. Pensa na vida, no passado. Nos pais. Nos amigos de escola. No trabalho. No sorriso dela.
É no sorriso dela que a sua memória fica presa. É o sorriso dela que lhe prolonga a insónia.
O sorriso dela reflectido nos olhos dele sem Ela o saber.
Ele já não se recorda do mundo à sua volta. Adormece com o sorriso dela no seu sorriso.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Em busca da felicidade
Ele olha para a fotografia dela.
É uma moldura numa casa estranha onde estranhos lhe servem um lanche de cortesia.
Ele é novo na terra. Mudou-se. Trocou a grande cidade pelo ar do campo.
A estranha, de sua grande idade, oferece-lhe um chá. A casa enche-se com a música que sai do rádio. É um fado.
Ele continua a olhá-la, na fotografia. Os olhos dela parecem chamá-lo, querem encantá-lo em histórias perdidas na sua imaginação.
A estranha percebe a sua atenção na fotografia. Conta-lhe que é a sua filha, que emigrou em busca de sonhos e felicidade.
Como ele queria encontrar a felicidade também!
É uma moldura numa casa estranha onde estranhos lhe servem um lanche de cortesia.
Ele é novo na terra. Mudou-se. Trocou a grande cidade pelo ar do campo.
A estranha, de sua grande idade, oferece-lhe um chá. A casa enche-se com a música que sai do rádio. É um fado.
Ele continua a olhá-la, na fotografia. Os olhos dela parecem chamá-lo, querem encantá-lo em histórias perdidas na sua imaginação.
A estranha percebe a sua atenção na fotografia. Conta-lhe que é a sua filha, que emigrou em busca de sonhos e felicidade.
Como ele queria encontrar a felicidade também!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ele
Ele é metódico, organizado, quase perfeito.
Na vida, tenta que tudo seja perfeito, não sabe o que significa um meio termo. Diria que tem quase um comportamento obcessivo-compulsivo.
Saiu de casa dos pais estudou Engenharia Civil numa das mais importantes Universidades do país. Agora trabalha. Tem um emprego estável com um ordenado que foge à crise. Vive sozinho.
Muitas 'elas' lhe vão passando pela vida. Não sabe se é a mania de ter tudo organizado e protoculado que as afasta dele. Na realidade, os truques de sedução e as respectivas palavras que ele conhece são demasiado efémeras. Os seus namoros são efémeros.
Hoje saiu do trabalho, foi jantar a casa dos pais e depois saiu com uns amigos.
Esta noite não deu uso às palavras de sedução.
Uma tristeza apoderou-se dele. Despediu-se dos amigos e foi para casa.
Fechou a porta, dirigiu-se para quarto.
Deitou-se. A cama está fria e ele sozinho.
Na vida, tenta que tudo seja perfeito, não sabe o que significa um meio termo. Diria que tem quase um comportamento obcessivo-compulsivo.
Saiu de casa dos pais estudou Engenharia Civil numa das mais importantes Universidades do país. Agora trabalha. Tem um emprego estável com um ordenado que foge à crise. Vive sozinho.
Muitas 'elas' lhe vão passando pela vida. Não sabe se é a mania de ter tudo organizado e protoculado que as afasta dele. Na realidade, os truques de sedução e as respectivas palavras que ele conhece são demasiado efémeras. Os seus namoros são efémeros.
Hoje saiu do trabalho, foi jantar a casa dos pais e depois saiu com uns amigos.
Esta noite não deu uso às palavras de sedução.
Uma tristeza apoderou-se dele. Despediu-se dos amigos e foi para casa.
Fechou a porta, dirigiu-se para quarto.
Deitou-se. A cama está fria e ele sozinho.
domingo, 23 de agosto de 2009
A descoberta II
Ele não tem grandes descobertas a fazer na vida. Nunca nada lhe faltou. Faltava-lhe talvez o corpo e a beleza estonteante dos rapazes da sua idade. Que utilizavam essa beleza para seduzir as meninas da idade deles. Ele descobria a arte da sedução. Sabia que não era necessário ter uma beleza semelhante à beleza de estrelas de cinema. Sabia que haviam meninas mais tristes e perdidas que precisavam de um apoio, ainda que efémero, para se sentirem mulheres. Ele sabia que o dom da palavra e dos gestos pode ser mais poderoso na arte da sedução do que a própria beleza física. Ele aprendeu a dizer as palavras certas, como se de um guião se tratasse, para seduzir qualquer menina. Mas, durante anos, ficou-se sempre pela sedução, pelos beijos que elas davam, que ele lhes roubava em pensamento. Ele descobriu que as palavras têm poderes e podem até mascarar ou esconder sentimentos.
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